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BANCO DO NORDESTE DO BRASIL Av. Conde da Boa Vista, Recife – PE

A sede do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), de 1984, foi um dos projetos que marcaram a trajetória do arquiteto Antonio Caramelo, que venceu um concurso regional promovido pelo banco, da qual participaram 60 concorrentes de todo o Brasil. A obra, intitulada edifício Apolônio Sales, situa-se num terreno de 46mx99m e foi construído com liberdade de concepção plástica aliando características de sobriedade e funcionalidade. São 13 pavimentos na fachada principal e 14 pavimentos na posterior, tirando partido do pé-direito duplo dos pavimentos públicos. Na solução adotada, o edifício se desenvolve horizontalmente até o nível 9,62m com dois amplos pavimentos para atendimento ao público e área de estacionamento para clientes, com 74 vagas, das quais 46 cobertas. O estacionamento térreo foge um pouco às características normais das edificações que quase sempre destinam, para a guarda de veículos, as áreas do subsolo. No prédio do BNB isso não foi possível devido ao elevado nível do lençol freático. Do nível 13,82m ao nível 44,63m, o prédio se desenvolve verticalmente em forma de torre no centro da qual se encontram as áreas de serviço (sanitários, elevadores, escada, copa e circulação de funcionários).

Além de um pavimento para almoxarifado, o bloco vertical tem seis pavimentos-tipo, ocupando 1.024m2 cada, onde 870m2 se destinam a postos de trabalho. As duas extremidades da estrutura vertical – onde ficam o terceiro pavimento elevado e o 11º pavimento elevado - têm uma área reduzida, situando-se ali, respectivamente, as instalações da gerência, da diretoria e da lanchonete para funcionários. A fachada é de concreto aparente, com pilares revestidos em granito até o nível 9,62m. A fachada da torre é composta por brises de alumínio anodizado na cor bronze-escuro, concreto aparente e esquadrias de alumínio anodizado e vidro fumê.


IAB UIA AsBEA ADEMI-BA